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Exposição: "KRAJCBERG" - o Homem e a Natureza no Ano Internacional das Florestas

 

 


 

O Museu Afro Brasil inaugura a exposição KRAJCBERG, o Homem e a Natureza no Ano Internacional das Florestas, com 31 trabalhos em suportes diversos, como esculturas, relevos, back-light e fotografias, algumas delas inéditas, celebrando os 90 anos de vida de Frans Krajcberg e prestando uma homenagem ao Ano Internacional das Florestas, decretado pela ONU. Com curadoria de Emanoel Araujo, o artista e ativista ambiental solta novamente seu grito em defesa da natureza e chama a atenção para a destruição das florestas brasileiras. Uma escultura inédita, de 4,5m será exibida na mostra, bem como inúmeras fotografias registrando as queimadas e devastação que destroem a riqueza natural defendida por Krajcberg. Abertura dia 7 de Julho.

Exposição Frans Krajcberg – “KRAJCBERG, o Homem e a Natureza no Ano Internacional das Florestas”


Curadoria Emanoel Araujo
Abertura 7 de Julho – quinta-feira – 19h30
Período De 08 de Julho a 06 de Novembro de 2011
Local Museu Afro Brasil – www.museuafrobrasil.org.br
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n - Parque do Ibirapuera - Portão 10
Tel: (11) 3320-8900
Horário De terça a domingo das 10h às 17h
Nº de obras 31
Técnica esculturas, relevos, back-light, fotografia

O Museu Afro Brasil recebe a mostra KRAJCBERG, o Homem e a Natureza no Ano Internacional das Florestas, do artista plástico Frans Krajcberg que, uma vez mais ergue sua voz em defesa da Natureza do país que adotou. Com curadoria de Emanoel Araujo, a exposição composta por 31 obras conta com esculturas em grandes dimensões, relevos, back-light e fotografias.
Suas obras, relevos e esculturas são feitos com sobras das matas queimadas que o próprio artista recolhe em suas peregrinações solitárias. As sobras, em verdade, são mais que simples restos. “São o que resulta das atrocidades praticadas contra a natureza do Brasil”, diz seu curador, Emanoel Araujo. Mas nas mãos habilidosas de Frans Krajcberg, que acredita no ideal pelo qual luta há tantos anos, pedaços de madeira carbonizada transformam-se em peças harmônicas e delicadas, que, com toques de cor, unem-se silenciosamente em um protesto contra a devastação.


Nas fotografias, a imagem da real crueldade. O fogo ardendo sobre a mata prenuncia a destruição. Áreas totalmente carbonizadas, lúgubre cenário. Mas, a natureza em sua sabedoria, demonstra mais força do que os que a querem destruir. Em um recorte de esperança, novas folhas e flores desbravam seu árduo caminho até a luz do sol, lutando pela renovação da vida. “Essas formas de cores quentes captadas pela magia da sua lente são a mais inegável demonstração de sua luta por salvar a beleza que ainda vive nas nossas matas”, diz Emanoel Araujo.
Nas formas e materiais das obras de Frans Krajcberg vislumbra-se algo mais que uma simples criação. Vê-se o desejo do artista de devolver vida a natureza, em uma tentativa de reinventá-la.

“Frans Krajcberg, na sua longa vida artística, como gravador, escultor ou fotografo, esteve irremediavelmente ligado às terras do Brasil”. Emanoel Araujo

O Artista
Frans Krajcberg (Kozienice Polônia 1921). Escultor, pintor, gravador, fotógrafo. Estuda engenharia e artes na Universidade de Leningrado. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), perde toda a família em um campo de concentração. Muda-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde é aluno de Willy Baumeister. Chega ao Brasil em 1948. Em 1951, participa da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Reside por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, muda-se para o Rio de Janeiro, onde divide o ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911 – 2005). Naturaliza-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alterna residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Amplia o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Dessas viagens, retorna com raízes e troncos calcinados, que utiliza em suas esculturas. Na década de 1980, inicia a série Africana, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. A pesquisa e utilização de elementos da natureza, em especial da Floresta Amazônica, e a defesa do meio ambiente, marcam toda sua obra. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, é inaugurado em 2003, recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista.

 

 

 


 






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