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Exposições - Museu de Arte Sacra de São Paulo - MAS/SP


O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, inaugura três mostras simultaneamente, por ocasião dos festejos da Páscoa:



Título: Banquete para Todos




O Museu de Arte Sacra de São PauloMAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, exibe "A Última Ceia", do artista plástico brasileiro Luiz Bhittencourt, com curadoria de Jorge Brandão. Tomando como ponto de partida a última ceia de Jesus com seus apóstolos, antes de ser preso e crucificado, a mostra representa inúmeras facetas de personagens diversos e, por meio dos traços característicos do artista, traduz todo simbolismo metafísico envolvido nesta cena bíblica. Para tanto, são apresentadas 25 obras produzidas em técnicas que variam entre óleo sobre tela, acrílica sobre lona, e carvão, acrílica e óleo sobre MDF, além de uma peça interativa – sobre a qual o público poderá criar e pintar – e uma performance, em que uma tela será iniciada pelo artista na ocasião da vernissage, sendo finalizada ao longo do período expositivo.

Entre os anos de 2006 e 2011, Luiz Bhittencourt se viu entre a produção artística e a tomada de um importante passo em sua vida pessoal. Neste período, ingressou na Ordem de São Bento e se dedicou à vida de monge beneditino, sem, no entanto, se abdicar da arte. "Conflitos no plano religioso e artístico levam o artista a afastar-se definitivamente da vida monástica em 2011. Antes, porém, produz a série 'Consagrados', (...), visando a explicitar a espiritualidade em suas obras", comenta Leon Kossovitch, crítico de arte e filósofo. Neste sentido, o trabalho do artista trata de uma busca intensa da fé, sempre mantendo como perspectiva a procura por Deus. Nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, diretor executivo do MAS/SP: "São obras do final de uma fase de sua vida em que, ainda como postulante a ser ordenado monge no Mosteiro de São Bento, tentava definir seu melhor caminho para 'falar' de Deus, como religioso ou como artista plástico. Tendo vencido o caminho de artista, segue produzindo uma obra que obriga o visitante a encarar suas próprias duvidas".

No decorrer da história da humanidade, vemos que a arte, invariavelmente, exerce impacto sobre aquilo que associamos à espiritualidade, em diferentes ambientes, tempos e culturas. "Na obra de Luiz Bhittencourt, vemos como a arte é desta forma uma expressão da alma, e a alma fala de tudo aquilo que é humano. (...) Fala também sobre as mais basais das atividades que sustentam o homem, como sentar-se à mesa e dividir o pão. Este ato é intensamente familiar a nós, imortalizado de forma sacra na divina ocasião da Santa Ceia", comenta o psicólogo social Douglas Marthim de Oliveira. Assim, de forma única, o artista trata a humanidade divina contida na imagem da partilha do pão sem a intenção de retratar um momento histórico, mas sim de traduzir o simbolismo metafísico em obras de arte.

"A Última Ceia" contempla tanto peças que foram emprestadas por colecionadores ao MAS/SP, como telas inéditas. De caráter essencialmente expressionista, o trabalho de Luiz Bhittencourt se apropria de formas cubistas e geométricas, dando origem a elementos figurativos e composições em traços fortes. Sobre isso, a curadora e produtora cultural Carmen E. Pousada conclui: "O uso excessivo das tintas com cores primárias e densas, muito bem colocadas norteiam a sua criação dando indícios decorativos em sua arte. Em suas pinceladas, às vezes, dá a sensação de variáveis conceitos. Na essência da sua pintura, usa de uma simbologia que contrasta o sacro e o profano de uma maneira sutil e velada, jogando o sublime e o pecado num patamar de manifestações acima do divino".



"A Última Ceia" Luiz Bhittencourt
Curadoria: Jorge Brandão
Abertura: 24 de março de 2018, sábado, às 11h
Período: 25 de março a 06 de maio de 2018








Caravaggio | Técnica: Modelação digital tridimensional




Seguindo os festejos da páscoa, o MAS/SP, exibe "Deposizioni - Arqueologia do Desenho, de Pontormo a Caravaggio", do artista multidisciplinar italiano radicado no Brasil Cesare Pergola, sob curadoria de Luciano Migliaccio. A individual exibe 8 obras – em técnicas de modelação digital tridimensional, desenho a tinta sobre papel e vídeo instalação espacial -, e propõe uma reflexão sobre os clássicos italianos do Renascimento e do Barroco, através de uma grafia contemporânea: a linguagem wireframe da computação digital.

Ao reconstruir obras bidimensionais em modelos digitais tridimensionais, o resultado que Cesare Pergola obtém é como uma arqueologia do desenho da peça original. Nesta nova mostra temporária do MAS/SP, o artista reinterpreta o espaço da obra e sua composição, desde a perspectiva que existe no quadro. Para isso, foram escolhidas duas telas clássicas sobre uma cena comum: Cristo morto, deposto da cruz - história bem conhecida no mundo cristão ocidental. A primeira "tela-referência" é de Jacopo Pontormo, pintura a óleo sobre madeira, datada de 1526-1528, preservada na igreja de Santa Felicita em Florença. A segunda é de Michelangelo Merisi (Caravaggio), pintado em óleo sobre tela, feito entre 1602-1604 e mantido na Pinacoteca do Vaticano. "O primeiro é um grande desenhista, temos vários estudos preparatórios da pintura. O segundo é conhecido por desenhar pouco, quase como se ele criasse o trabalho diretamente na tela. Caravaggio usa uma composição realista de seis caracteres, apoiando-se naquele grande paralelepípedo de pedra. O Pontormo, em vez disso, compõe uma cena maneirista e completamente irreal, são onze caracteres pendurados no espaço, quase sem gravidade", comenta o artista.

A expografia de "Deposizioni - Arqueologia do Desenho, de Pontormo a Caravaggio" apresenta três momentos distintos. No primeiro, os visitantes encontram réplicas das obras de Caravaggio e de Pontormo, em tamanho original. "No segundo momento, as duas obras são transformadas em modelos digitais tridimensionais gerados por um programa de computador que os reproduz através de uma rede de pontos. As superfícies criadas desta forma, graças a outros programas, podem receber sombreados, cores e texturas digitais e ser transformados em modelos plásticos convencionais com o uso de uma impressora 3D", explica Luciano Migliaccio, curador da exposição.  Por fim, são expostos os desenhos feitos por Cesare Pergola, em tinta preta sobre papel, sempre em escada 1:1. "São 5 anos que trabalho sobre essa pesquisa da reconstrução digital da realidade. Os objetos da pesquisa podem mudar, mas a linguagem permanece idêntica", comenta o artista.

Movido por um forte interesse pelas grandes obras clássicas e suas narrativas, o artista relaciona sua criação com o panorama da arte contemporânea através de uma linguagem original advinda da pesquisa constante, pelo uso de ferramentas modernas - como o computador e a videoinstalação -, além da restituição do trabalho final em seus desenhos à mão livre. Nas palavras do diretor executivo do MAS/SP, José Carlos Marçal de Barros: "Graças a essa tecnologia e ao talento de Cesare Pergola, é possível a contemplação dessas obras-primas que, como poucas, tornam real e, mais do que nunca, presente o sacrifício daquele que veio ao mundo para nos salvar".



"Deposizioni - Arqueologia do desenho, de Pontormo a Caravaggio" Cesare Pergola
Curadoria: Luciano Migliaccio
Abertura: 24 de março de 2018, sábado, às 11h
Período: 25 de março a 06 de maio de 2018








Cristo Yacente Sindónico - Juan Manuel Miñarro López
Cedro policromado - S/D




Ainda sobre a ocasião dos festejos da páscoa, o MAS/SP exibe "Santo Sudário: Entre a Fé, a Arte e a Ciência", sob curadoria de Jack Brandão. Por meio de cerca de 40 obras do acervo do MAS/SP, entre esculturas, pinturas, objetos arqueológicos, além de plotagens de obras existentes em outros museus e igrejas, a mostra busca levar os visitantes a construir sua própria história do Sudário de Turim, a partir da união entre arte, ciência e fé.

"O Santo Sudário é considerado uma comprovação sagrada da passagem do Cristo para a eternidade", comenta José Carlos Marçal de Barros, diretor executivo do MAS/SP. Para esta nova mostra, o curador Jack Brandão, professor, mestre e doutor em Literatura, presenteia o público com uma verdadeira aula sobre o tema, baseado em considerações artísticas, místicas e científicas acerca do tecido que teria envolvido o corpo de Jesus após ser crucificado. "Procuraremos demonstrar como a relíquia transcende o religioso ao influenciar o artístico ao longo dos séculos, definindo, por exemplo, o rosto de Jesus; o histórico, ao nos fornecer preciosos dados arqueológicos sobre uma pena capital de séculos; o científico, de modo especial após sua primeira fotografia, quando passou a ser um dos objetos mais estudados no século XX, por diversas especialidades científicas", comenta.

Inserida em um vasto campo artístico, a mostra apresenta estilos e técnicas de épocas variadas, trazendo esculturas e pinturas do acervo do MAS/SP, bem como objetos arqueológicos e reproduções de obras sacras datadas a partir do século XIV. Nas palavras do diretor executivo do MAS/SP: "Temos certeza de que o visitante apreciará, sobremodo, mais esta comemoração da Páscoa do ano 2018 de Nosso Senhor Jesus Cristo".



"Santo Sudário: Entre a Fé, a Arte e a Ciência"
Curadoria: Jack Brandão
Abertura: 24 de março de 2018, sábado, às 11h00
Período: 25 de março a 06 de maio de 2018






Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo - Avenida Tiradentes, 676 - Luz - São Paulo
Horário: terça a domingo - 09h às 17h (bilheteria das 09h às 16h30)
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes e idosos pagam meia); grátis aos sábados
Informações: (11) 3326-5393 (agendamento / educativo para visitas monitoradas)
www.museuartesacra.org.br





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