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Exposição - "Valdir Sarubbi"



crédito imagem: não informado



No ano em que se completa 10 anos da morte de Valdir Sarubbi, Edna Pontes, galerista e admiradora da arte brasileira, Alex Cerveny, Eduardo Matosinho, Renato Rezende e Marina Marcondes Machado, alunos que frequentaram o ateliê livre do artista, fazem uma grande celebração.

“Valdir Sarubbi”, um olhar sobre a vida e a obra do artista, revela uma série de trabalhos que mostram sua trajetória e apuração estética, mas que depois de sua morte mantiveram-se desconhecidos das novas gerações. Serão apresentadas 22 obras minimalistas, entre pinturas, desenhos, colagens e instalações que, na sua maioria, remetem as formas e cores da natureza Amazônica, sua principal fonte de inspiração desde que começou a pintar.

O artista esteve engajado nos movimentos experimentais dos anos 60 e 70, até chegar a um refinado abstracionismo. Tal fato reafirma a ligação de Sarubbi com o fazer artístico, com a investigação de diferentes suportes e técnicas em busca da realização da obra de arte, indo na contramão do movimento contemporâneo em que a matéria é efêmera e a ideia prevalece.

Depois de anos de espera, duas telas inéditas que Sarubbi estava desenvolvendo quando ganhou o prêmio da Pollock-Krasner Foundation, em 2000, poderão, finalmente, ser conhecidas pelo o público.

Um recorte sobre sua fase amazônica também estará presente na exposição, inclusive o xumucui, pau de chuva feito do talo da folha da palmeira com grãos de arroz no seu interior, que, ao se moverem, imitam o som da chuva. Tal instalação foi escolhida para fazer parte da Bienal de São Paulo de 1971.

Sarubbi guardava em seu ateliê todas as fotos que os alunos tiravam dele, essa coleção de retratos também fará parte da mostra.

No dia da abertura, uma mesa redonda comandada pelo curador Alex Cerveny discuti a contribuição artística de Sarubbi, às 20h.


O Artista
Homem modesto e discreto, Valdir Sarubbi nasceu em Bragança, pequena cidade no interior do Pará, próximo aos limites da Floresta Amazônica. Seu habitat original permeia toda a primeira fase de sua carreira artística, servindo de referência para suas obras das décadas de 70 e 80. Nesta época fazia trabalhos figurativos, fortemente ligados a temas da natureza e ao seu cotidiano, como rios, matas, igarapés etc.

Em 1971 muda-se para São Paulo, ano em que participa da Bienal. No ano 2000, Sarubbi foi agraciado com uma Bolsa da Pollock-Krasner Foundation de Nova York pela qualidade de seu trabalho. Neste mesmo ano o artista vem a falecer em 8 de novembro.

Foi arte-educador por cerca de 30 anos e fez importantes exposições individuais no Brasil e no Exterior, e coletivas das quais pode-se destacar: XI Bienal Internacional de São Paulo (1971); XI Bienal Internacional de São Paulo (1973); Artistas Brasileños – Museo de Arte Moderno de Bogotá, Colômbia (1981); Bienal Latino-Americana, Cuba (1984); Kunst und Identitat – Artistas Brasileiros na Alemanha (1992). Possui um painel exposto permanentemente na Estação Barra Funda do Metrô de São Paulo, desde 1990. Ganhou inúmeros prêmios, dentre eles o APCA na categoria “Melhor Pesquisa”(1988) e “Melhor Pintor” (1992). Também em 1992 ganhou o prêmio “Viagem ao Japão” da Fundação Mokiti Okada. Recebeu a bolsa de apoio financeiro da Fundação Pollock-Krasner de Nova Iorque (2000), importante reconhecimento de sua obra como um todo.




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