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Exposição - "Divina Rota"



crédito imagem: não informado




Almafuerte 26, novo espaço dentro do estúdio do fotógrafo Gal Oppido, traz exposição fotográfica do artista plástico Ferrão

A Almafuerte 26, galeria do fotógrafo Gal Oppido inaugurada em outubro, abriu no dia 25 de novembro a exposição “Divina Rota”. A série do artista plástico Ferrão mostra a religiosidade sob o prisma das manifestações populares do sul de Minas Gerais. O fotógrafo retorna a São Paulo pela primeira vez desde 1993, quando mostrou suas obras na Pinacoteca do Estado.

Ferrão explica que a “Divina Rota” é uma espécie de diário de imagens com nomes, datas que encontrou durante suas andanças pelas capelas de beira de estrada do sul mineiro, região onde as manifestações folclóricas e religiosas são muito fortes.

A ideia por trás da montagem da exposição é reproduzir o modelo dessas pequenas igrejas. Nas paredes laterais serão apresentadas quatro fotografias de cada lado, com imagens de animais atropelados. “Esse é o conceito da origem das capelas. Primeiro vieram as cruzes na beira da estrada para depois elas surgirem”, teoriza o artista. Esses trabalhos fotográficos recebem interferências escritas e de desenhos.

A parede central exibirá uma obra de madeira, com dois metros de largura. Em cada ponta, fitas coloridas fazem referência às festas populares do sul e centro de Minas Gerais. Do meio desta mesma obra, uma trama em cordões cai até o chão, conectado a uma caixa de madeira e vidro com uma rosa vermelha de plástico e uma imagem de “Le Sabbat”, de Goya. Nos dois lados desse trabalho há uma fotografia, ambas com interferências de nomes masculinos e femininos.

Na área central da galeria, transformada numa verdadeira capela imaginária, uma escultura de dois metros de altura, feita com ferro, madeira, pedra, osso e tecido, faz as vezes de totem. “A obra não recebe tratamento algum, permitindo a ação do tempo sobre a matéria e simbolizando a vida e a morte”, finaliza Ferrão.

No dia 27 de outubro, o fotógrafo Gal Oppido abriu as portas da Almafuerte 26, galeria localizada dentro de seu próprio estúdio, em São Paulo. Projetado em parceria com o também fotógrafo Hugo Curti, o novo local nasce marcado pela informalidade e espaço intimista. “É uma petit galeria, em que as pessoas poderão escolher as fotos, tendo uma dimensão mais real de como ficará exposta na parede da casa ou do escritório”, explica Gal. O visitante tem a opção de escolher sua imagem preferida em um acervo, mas nas paredes do estúdio, como sugestão, estarão algumas fotos já emolduradas.



FERRÃO - Natural de Cruzeiro (SP), o artista plástico autodidata chegou a São Paulo aos 20 anos. Na cidade, sua primeira exposição aconteceu em 1982 e a última em 1993 na Pinacoteca do Estado. Depois de se afastar do meio artístico, em 2003 participa do 32º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea e ganha o prêmio JAL (Viagem ao Japão). Em 2006 retorna a Kyoto para realizar uma exposição de fotos e estandartes trabalhados em retalhos típicos da região sul de Minas. Há 15 anos vive em Pouso Alegre (MG), onde retomou o contato com a cultura rural e a arte popular, e realiza trabalhos com o Ateliê Mineiro. A última vez que mostrou seu trabalho ao público foi em 2010 na exposição The Limits of Human Values, na Grécia.

GAL OPPIDO - Fotógrafo ensaísta, arquiteto e artista visual Marco Aurélio Oppido formou-se em 1975 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP) e desde então se consolidou como fotógrafo independente. Atualmente ministra o curso Luz Marginal Procura Corpo Vago, no MAM/SP e seus trabalhos integram os acervos do MASP, MAM entre outras instituições. Foi docente da disciplina de projeto gráfico no IAD e linguagem visual na Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Entre seus ensaios estão: Prata sobre Pele sobre Prata, Alegorias Bíblicas e Taxidermia. Além disso, dedica-se a áreas como artes cênicas e arquitetura.

HUGO CURTI - Dedica-se à fotografia desde 2003, com trabalhos nas áreas de arquitetura, moda, turismo, objetos, além de projetos gráficos editoriais. Sua formação em geologia e gemologia o levou a atuar na criação e execução de esculturas e objetos ornamentais para o corpo. Participou de diversas exposições fotográficas com projetos autorais, como Artérias Paulistanas realizada em 2004 e Meandros Invisíveis em 2008. Algumas de suas peças fazem parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.



Divina Rota
Período: 25 de novembro de 2011 a 21 de fevereiro de 2012
Horário: segunda a sexta • das 11h às 17h
Capacidade: 60 pessoas
Local: Rua Desembargador Aguiar Valim, 155, Itaim.
Contato: (21) 3846-0919





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