Notícias

Exposição - "Mil histórias, duas rotas" Bet Katona e Roberta Cani



obra: Roberta Cani | foto: Roberto Bellonia




Duas rotas, duas artistas e muitas histórias. Histórias que estão sendo contadas na exposição “Mil histórias, duas rotas”, que as artistas visuais Bet Katona e Roberta Cani exibem, com curadoria de Ivair Reinaldim, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio.

São cerca de 34 obras, todas pinturas, entre acrílica sobre tela e óleo sobre tela. Apresentam um recorte das trajetórias de Bet e de Roberta, que muitas vezes se cruzam, mas constituem uma narrativa em aberto. Como explica Ivair, “as rotas traçadas por meio das pinturas das artistas sugerem diferentes combinações possíveis, a partir dos percursos que cada espectador fará na exposição. Sejam duas ou mil, variáveis são as rotas e as histórias a serem identificadas nessa trama”.

As duas artistas têm o mesmo enfoque do urbano em suas obras. Enquanto Bet cria observando elementos da cidade, seja ao vivo ou por meio de fotos, ou ‘viajando’ pela internet, Roberta elabora seus temas por meio de filmes aos quais assiste. Ela é cinéfila! “Assisto a diversas produções, tanto antigas, quanto atuais, captando aqueles frames que mais me impactam e os fotografo. Minha pesquisa também está na representação da expressão de instantes que marcam meu olhar, a partir de uma cena ou imagem do cotidiano urbano (na maioria, fotos autorais), onde me relaciono com a arquitetura numa experiência de tempo/espaço/ação”, explica Roberta.

Outro traço marcante nas obras de Bet Katona é a síntese e a geometrização da imagem. Roberta tem outro modo de ver. “Minhas obras são elaboradas a partir da observação do cotidiano, mas também a partir de lembranças minhas. O semáforo, a caixa d’água, o posto de gasolina, a paisagem com postes em perspectivas, entre outros elementos, são desenhos de memória”, adianta Bet.

“Mil histórias, duas rotas” é uma pequena mostra sobre o pensamento e as vivências das artistas. “O que une os meus trabalhos aos da Roberta é o olhar sobre o urbano e o contraste da feitura, do modo de pintar que faz um contraponto curioso de ver e de apreciar. Roberta é realista e quase fotográfica e eu sou sintética e iconográfica”, resume.

Katona tem como motivação central pintar, produzir imagem de algo que a perturba. Algo que tem a dizer. E esse dizer tem que ser registrado em imagem. A pintura é a narrativa, que o público pode perceber a maneira dele, mas a mensagem está lá, registrada. “A minha fala não é emotiva, e sim expressiva. Se provoca emoção, é uma opção de quem vê”, diz e complementa: “venho tratando da arte, da pintura, da memória, dos fatos que perturbam o cotidiano, da escultura contemporânea na paisagem, entre outras motivações. A imagem reproduzida é para não ser apagada da memória, uma maneira de não ser tão facilmente ‘deletada’”.

Assim é a exposição: obras que dialogam entre si e com o urbano, mas que contam histórias e vivências distintas. “Aproprio-me de imagens em movimento ou passageiras e estabeleço uma linha de pensamento para organizar as minhas pinceladas. Uso a tinta como matéria enquadrada num frame recortado, apenas com o que me interessa daquele instante, transformando-o na minha própria iconografia. O resultado está na construção de uma imagem permanente. Aquele momento torna-se único, pois, apesar de já conhecido do publico, está sob minha ótica, permitindo aos outros, incorporarem minhas emoções às suas próprias”, finaliza Roberta Cani.



"Mil histórias, duas rotas" Bet Katona e Roberta Cani
Curadoria: Ivair Reinaldim
Em cartaz até 14 de janeiro de 2018
Local: Centro Cultural Justiça Federal (Galerias do 2º andar) - Avenida Rio Branco, 241 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Visitação: terça a domingo | 12h às 19h
Informações: (21) 3261-2550





BANNER

BANNER



BANNER

BANNER

Leilões

Aguardando nova data...


Desenvolvido por Absoluta Internet - Tel. (21) 2513-3735 - leonardo@investarte.com